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Archive for February, 2010


 

Falar sobre fé é mesmo um desafio, pois não há como teorizar sobre o arrebatamento dos sentidos e a emoção que transborda naquele que vivencia o extraordinário. Mesmo os que se enxergam como São Tomé, acreditando apenas no que os olhos alcançam, são capazes de vivenciar momentos excepcionais, em que o etéreo ganha forma no coração.

Em meu caminho do ateismo até o espiritismo, que não diferiu do da maioria, ou seja, a dor, duas situações me surpreenderam, acenando para uma lição que já devia ter sido aprendida há longo tempo: Não importa a religião ou mesmo a ausência dela, o amor, a boa vontade e o coração aberto agem por si, autênticos substitutos da fé tradicional.

Alcançar o aparentemente inatingível pode acontecer em qualquer lugar. Mas há espaços em que a força primitiva da fé, em toda a sua pureza, se manifesta sem filtros e de forma avassaladora, surpreendendo mesmo os mais céticos. Fátima, em Portugal, é um desses lugares, assim como o Templo Tanzhe, na China.

Lá, há manifestações claras de que o sagrado está em nós e paira ao redor. Não é preciso ser cristão ou budista para perceber o poder que emana dali. Há energia alterada nesses locais, certamente provocada pela sintonia das orações pelo bem, seja coletivo ou pessoal. Isso soa como um sinal de que todo o planeta está afetado pelas emoções que optamos vivenciar.

Mas não é preciso atravessar oceanos para comprovar a força e a beleza da fé. A ciência noética atesta que nossas experiências ficam gravadas em nossos genes e a energia que elas provocam são como cenas etéreas no ambiente em que vivemos. Daí nos sentirmos bem ou mal em determinados lugares, dependendo das emanações que captamos, mesmo sem perceber.

Dos filósofos antigos aos cientistas de hoje, há um consenso de que o mundo tal qual o conhecemos é criado pelo pensamento. Contam também as reações de quaisquer seres vivos. Assim, quando deixamos brotar de nosso íntimo o que temos de melhor, o amor transmutado em fé, agimos pelo bem de todos. Não há limites para esse poder.

Tudo na vida é uma questão de fé. Acreditar em si mesmo leva à transformação de sonho em realidade. Confiar no outro estabelece uma ponte para o inconfessável. Crer no incomensurável, naquilo que não é palpável, nos eleva ao patamar do divino e potencializa a infinita força que existe no íntimo de cada um.

Assim, meus amigos, fé é a habilidade de descobrir-se capaz de realizar o improvável. O homem de fé não conhece o significado do termo “impossível”, porque, de alguma forma, intuiu o que, há 2 mil anos, um jovem filho de carpinteiro dizia em relação aos seus milagres: “Vós sois deuses. O que faço, podeis fazer, ainda mais e melhor…”.

Fotos Fernando Moura, Templo Tanzhe,  China  2008

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