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Archive for September, 2010

Sem palavras


(Foto Babi Dias – Itaúnas – ES/BA – Brasil – 2010)

Poucas vezes alguém me tira o fôlego, me deixa sem palavras. Mas saber que ainda há quem o faça devolve a esperança, esse regador verdinho que molha as terras férteis do coração. E as da criação, do novo, da vida. Quando isso acontece, acende uma luzinha especial no peito, bem no centro, daquelas que se estendem por todo o ser e ainda mais além.

Isso me aconteceu ao conhecer um menino, que, com suas ideias e otimismo, anda clareando o dia de muita gente, mesmo de quem não o conhece. Ainda. É, porque vai conhecer… Mais dia menos dia, ele vai estourar por aí, ganhar nome, espaço. Posso ver o moço brilhando desde já. Vi acontecer muitas vezes…

E aí, fica inevitável pensar que gente iluminada, que nem esse menino, espalha a semente da inspiração. Seria ele um plantador? Ou seria o sol que se intercala com a escuridão para fazer a gente pensar?  Seja o que for, quando se tem o coração adubado pelo amor a planta germina, cresce, dá fruto…

Pode até parecer exagero, mas, de fato, tem gente assim mesmo, iluminando onde pisa… Bom, não? Pois é… Muito mais que bom. Divino! E aí tem que agradecer e repassar, deixando as folhinhas que caem marcando o caminho para outras pessoas. Pegadas. É quando a gente agradece por voltar a acreditar. Isso é aprendizagem. Viver sem ela é morrer, não é?

Viva a você menino, que honra o conceito que alimento sobre o que seja, de fato, luz!

(Para entender melhor experimente  www.omauromorais.blogspot.com)

(Foto Gustavo Dias – Londres- Inglaterra – 2010)

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(Foto Fernando Moura – Áustria 2009)

Escrever pode ser um eficiente exorcismo de nossos demônios interiores. Não se trata daqueles seres míticos, estereotipados, que ganham forma nas páginas da literatura ou nas telas do cinema. Falo da raiva, da mágoa, da inveja, do medo e da insegurança, que todos nós, inevitavelmente, acalentamos em determinados momentos de nossas vidas. Cuidar para que esses monstros criados por nós mesmos desapareçam é necessidade e dever de quem segue em frente com o propósito de evoluir. O nosso crescimento depende de lutar o bom combate e impedir que esses “inimigos” saiam vitoriosos. Expulsá-los no tempo certo pode ser a diferença entre ser feliz e cair no abismo da autopiedade, atraindo experiências cada vez mais negativas.

Colocar para fora o que transborda, às vezes é tão necessário quanto respirar. Talvez por isso tanta gente não resista aos palavrões e chega às agressões. Mas escrever sobre algo que incomoda pode ser uma atitude positiva e eficiente para encontrar soluções. Se o objetivo é manter a calma e alcançar a serenidade, não fica difícil atingir um grau de consciência que conduza à sabedoria. O tempo que se leva escrevendo sobre um peso que cai na alma é suficiente para esgotar a pressão que se impõe e aliviar os ombros. Mas há que se reconhecer atitudes que nos puxam para baixo. São o vizinho implicante, o motorista estressado e o familiar egoísta que soltam seus demônios, sem perceber que estão em um perigoso jogo de dominós.

Quantos de nós não se contamina com a má ação do outro, seja julgando-o ou reagindo na mesma moeda, e assim, perpetuando o mau humor, a implicância, o desamor?  Quantos de nós não adoecemos em função do mal que deixamos que nos façam? Se estivermos cientes que nossos pensamentos e ações são capazes de despertar uma reação em cadeia ao nosso redor, cuidaremos de espalhar apenas o bem. O mal, a gente trata de expurgar de outra forma. Alcançar a plenitude tem alguns passos que não podem ser suprimidos. Se iluminar significa deixar entrar a luz e expandi-la. E para isso precisamos transformar nossos demônios em anjos, lembrando que, no início, eram os mesmos seres. Afinal, a palavra grega da qual se originam, Daimon, significa… Deus.

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