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Archive for October, 2012

Da inquietude


Tanzhe Temple, China, 2008. Foto de Fernando Moura

Com o Sol firme lá no alto e meu coração pronto para absorvê-lo em sua essência, a de trazer luz e calor, começo o dia numa oração em que rogo por sabedoria para a condução de meu tempo, só levando boas coisas àqueles que estão ao meu redor.  Em minhas intenções matinais, já vieram um rol de ações que me prometi realizar, e entre elas está a de voltar a caminhar (literal e metaforicamente), e, com isso, a de retomar minhas meditações, cuja função, a de serenar a mente, se faz mais que oportuna (não apenas agora, mas sempre)…

Pensei muito em seu e-mail de hoje e o momento em que você fala em crescimento ilimitado me fez refletir sobre um detalhe fundamental: o único lugar em que isso é realmente possível é dentro de nós. João Pessoa, Juiz de Fora, Brasília ou Porto Alegre são importantes na medida de suas ambições mais particulares, aquelas que têm a ver com a razão e os sentimentos, bem dosadas para o encontro da felicidade possível, a do momento.

Talvez por ter lido Santo Agostinho em suas Confissões, e estar sob a influência de seus escritos, me dei conta do tempo como algo sujeito ao relógio dos fatos que nos marcam e apenas isso. Assim, não importa onde estamos, mas sim o que fazemos e para quem. Seu agora parece ser voltado para si mesmo, até para uma descoberta real acerca de seus desejos, que num primeiro instante parecem ser muitos, mas que, certamente, tem a Chave Mestra, aquela que abre todos os caminhos.

Não é fácil escrever à altura de suas palavras, que são o transbordamento de suas inquietações. Quisera eu ter as respostas, o conselho certo, a solução; mas, ao contrário, me vem à cabeça retrucar com uma pergunta que só você, do fundo da sua alma, saberá dizer, e talvez não agora, mas depois do mergulho profundo e corajoso a que se lançou nesses últimos tempos e que se iniciou, quem sabe, lá atrás, menino ainda sem entender as atenções divididas com os irmãos.

Mas quem sou eu, não é mesmo, para tentar entender a complexidade do outro se, como você, continuo a procura de mim mesma ainda sem encontrar? Pode ser que a vida dos que se aventuram em busca do autoconhecimento seja exatamente essa: perguntar e perguntar, mil vezes, até que venha a iluminação. E disso acho que a psicóloga Norma Nasser e seu grupo de meditação estão a par, e como!

Bj no seu inquieto coração,

Katia

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